Uma dúvida que aparece com frequência durante a consulta nutricional é: “A quantidade de proteína está sendo suficiente?”
A proteína é um grupo alimentar que possui como função, regular hormônios, recuperação de tecidos, auxilia no funcionamento adequado do sistema imunologico, e dentre outras funções vitais para o corpo.
Com o envelhecimento, o organismo passa a ter mais dificuldade para utilizar a proteína na construção e manutenção dos músculos. Além disso, é comum que alguns idosos comam menos ou reduzam o consumo de alimentos ricos em proteínas.
Quando isso acontece, pode haver maior perda de massa muscular, aumento do risco de sarcopenia, perda de força e até maior dificuldade para realizar atividades do dia a dia.
Para um idoso que não possui história clinica de inapetência e também não apresenta risco nutricional, a recomendação diária é de 1.0 – 1,2g de ptn\kg\dia. Já idosos em desnutrição, obesidade sarcopênica e história clínica com comrbidades que afetam o estado nutricional, a recomendação é de 1,3 – 1,8g de ptn\kg\dia.
As proteínas estão presentes em diversos alimentos, como carnes vermelhas, frangos, ovos, laticínios e peixes. Existem também, um grupo de proteínas de origem vegetal, como a lentilha, ervilha, grão de bico e feijão. Quando essa meta não é atingida apenas pelos alimentos, e necessário é muito importante prescrever suplementação proteica para manter o aporte adequado.
E mais importante que atingir a meta diária de proteínas, é individualizar de acordo com a rotina do idoso. Entender como funciona o dia a dia, respeitando seus hábitos, preferências alimentares e prescrever suplementação quando necessário, são algumas das estratégias utilizadas no acompanhamento nutricional para obter melhor adesão ao plano alimentar.
Cada idoso possui uma história e rotina diferente, e precisamos ouví-los e individualizá-los. Por isso, vale ressaltar a importância do acompanhamento nutricional para garantir um envelhecimento saudável.





